Você já se perguntou por que algumas pessoas conseguem transformar conteúdo em contratos e outras passam anos produzindo sem retorno? A resposta muitas vezes não está na frequência, na estética ou nem mesmo na oferta, mas sim na maturidade digital.

Isso porque, sem consciência do seu estágio dentro da jornada, é fácil pular etapas, focar em métricas vazias ou tentar escalar algo que ainda não está estruturado. Ao entender os níveis de maturidade digital no marketing, você ganha clareza sobre onde está, o que precisa ajustar e qual o próximo passo para transformar atenção em resultado.

A seguir, vamos explorar esses três níveis, com base nas ideias compartilhadas na live Geração de demanda para produtos digitais usando LinkedIn, do canal do Klubs, com Thiago Avelino e Thiago Lisboa, fundadores da TRA.

Entenda sua missão antes de pensar em vender

O primeiro nível da jornada de maturidade digital não tem nada a ver com tráfego pago, copy ou funil. Tem a ver com propósito. Se você não sabe o que defende, que causa representa ou por que está criando conteúdo, o problema não é de marketing é de clareza pessoal.

Essa fase é chamada de “evangelização de causa”. É aqui que você constrói o fundamento da sua vantagem injusta: aquilo que te torna diferente e, ao mesmo tempo, indispensável para um público específico. Não adianta tentar gerar leads se você ainda não consegue explicar, com simplicidade, qual transformação você representa.

Esse conceito de trabalhar a base antes de escalar está muito presente em estratégias modernas de inbound marketing, onde a fase de descoberta exige clareza de posicionamento e conexão emocional antes de qualquer tentativa de conversão. Este artigo da RD Station explica bem como essa lógica se aplica na geração de demanda com conteúdo.

O segundo nível: gerar intenção e mapear oportunidades

Depois de entender sua causa, é hora de construir estrutura. Nesse segundo nível de maturidade digital, o foco passa a ser organizar o funil de aquisição: da produção de conteúdo até a captação e qualificação de leads.

Aqui, entra o que chamamos de leitura holística da jornada. Produzir por produzir não basta é preciso observar o impacto dos conteúdos no comportamento das pessoas: comentários, curtidas, visitas ao perfil, mensagens, seguidores, cliques no link da bio.

Esses são sinais de intenção. Eles revelam quem está pronto para uma abordagem comercial, mesmo que ainda não tenha pedido nada.

Um bom exemplo disso foi mostrado pelos fundadores da TRA ao criarem um conteúdo com checklist de 30 posts. Em poucas horas, esse único post gerou milhares de impressões, centenas de leads e visitas aos perfis da empresa. Resultado? Um pipeline quente construído a partir de conteúdo gratuito.

A live completa está disponível no canal do Klubs e vale muito assistir para entender essa transição na prática:

O nível 3: automação com inteligência

Pessoa usando tablet com gráficos para analisar performance digital

Por fim, o terceiro nível da jornada de maturidade digital é quando você domina o processo a ponto de automatizá-lo com inteligência. Aqui, ferramentas de automação e inteligência artificial entram em cena para escalar o que já funciona manualmente.

Não se trata de substituir a conexão humana, mas de torná-la mais eficiente. Enquanto os iniciantes ainda respondem DMs manualmente ou fazem planilhas com leads, quem está nesse estágio cria motores: sistemas que detectam intenção e geram ações automáticas.

Essa visão está muito próxima do que especialistas chamam de escalar negócios com base em maturidade digital real, indo além do uso de ferramentas para incorporar processos, cultura e inteligência estratégica. Este artigo da BRQ aprofunda como empresas mais maduras digitalmente conseguem tomar decisões com base em dados, otimizar fluxos e automatizar etapas de forma inteligente.

Por que pular etapas prejudica seu crescimento

Tentar rodar anúncios sem ter clareza de missão. Criar automações antes de ter conteúdo validado. Esperar retorno financeiro sem entender o jogo. Esses são erros comuns de quem não conhece os níveis de maturidade digital no marketing.

Ao respeitar a ordem natural, causa, estrutura, automação, você ganha tração com muito menos esforço. Cada etapa prepara o terreno para a próxima. E mais importante: você constrói um negócio sustentável, não só uma onda de atenção passageira.

Esse modelo também se conecta com o que chamamos de ecossistema digital: um conjunto de ativos que se alimentam entre si. O conteúdo aquece, os sinais ativam, a automação converte. Tudo em sinergia.

O que você pode fazer agora

Se você ainda está no nível 1, comece refletindo sobre sua causa. Escreva em uma frase qual transformação você oferece. Se já passou disso, revise sua estrutura de conteúdo, lead tracking e abordagens. Está automatizando? Veja se o processo é realmente eficiente ou só parece sofisticado.

Esse processo de olhar para a maturidade digital é cíclico. Você pode evoluir, regredir ou lapidar o que já construiu. O importante é ter consciência de onde está e do que está construindo.

Quer aprender como criar maturidade digital e gerar demanda com estratégia, conteúdo e automação dentro do LinkedIn? Acesse o site do Klubs e descubra como construir seu próprio ecossistema digital, mesmo que você esteja começando agora.