Resumo: O Clubinhu é um clube de assinatura para social medias criado por Jean Oliveira, estrategista de conteúdo de São Gonçalo (RJ). Os assinantes recebem cursos novos todo mês, participam de uma gamificação premiada e de encontros ao vivo. Hospedado no Klubs, o Clubinhu está entre as 5 comunidades mais engajadas da plataforma, com membros somando pontos por mais de 30 dias seguidos. Em 2026, Jean foi um dos seis brasileiros selecionados pelo coletivo Publicitários Negros para o Cannes Lions.
Jean começou vendendo bolo de pote aos 17 anos. Hoje forma milhares de social medias no TikTok, no Instagram e no podcast Papo de Social. O Clubinhu é a peça que transforma essa audiência em comunidade. Neste artigo, você vai entender como ele foi construído e o que dá para aplicar no seu próprio clube de assinatura.
O que é um clube de assinatura para social medias?
Um clube de assinatura é uma comunidade paga com entrega recorrente. O membro não paga só pelo acesso ao grupo: paga por um ritmo de conteúdo novo, por convivência com pares e por um líder que guia a jornada.
No Clubinhu, isso significa três coisas:
- Cursos todo mês. Aulas produzidas pelo Jean e por professores parceiros, liberadas mensalmente.
- Gamificação com prêmio. Um ranking mensal com ganhador anunciado, que qualquer membro pode alcançar, mesmo quem entrou hoje.
- Encontros. Happy hours e conversas ao vivo que dão ao grupo um ponto de encontro fora do feed.
Para Jean, a entrega mensal ajuda a explicar o engajamento: quem sabe que vai receber algo novo todo mês tem motivo para voltar.
“O clubinhu é muito mais do que uma comunidade. É um clube de assinatura para social mídias que não querem mais andar sozinhas.”
Jean Oliveira, criador do Clubinhu
Do bolo de pote ao Cannes Lions: a história de Jean Oliveira
Jean cresceu no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). Aos 17 anos vendia bolo de pote, e foi aí que descobriu o valor de construir algo próprio. Cursou Gestão Comercial e, em 2020, fundou a Start, que começou como consultoria e virou agência.
O crescimento veio pelo conteúdo. No TikTok, Jean passou a ensinar processo, precificação e estratégia para social medias, e faturou mais de R$ 180 mil na plataforma em um ano. Mas percebeu um limite: o TikTok vendia, só que não criava conexão. O direct funciona mal e a conversa não continua.
Então ele levou o mesmo método para o Instagram, adaptado ao formato, e cresceu cerca de 50 mil seguidores em seis meses, sem tráfego pago. O passo seguinte foi criar um canal que fosse 100% dele. Nasceu o Clubinhu.
A motivação era uma dor que ele conhecia de perto: a jornada do social media é solitária. O profissional atende clientes sozinho, precifica sozinho, erra sozinho.
“Toda caminhada solo é uma caminhada frustrada. Mas quando a gente caminha junto, percebe que talvez esteja no lugar certo, com as pessoas certas.”
Jean Oliveira
Em 2026, essa trajetória levou Jean ao Cannes Lions, o maior festival de criatividade do mundo. Ele foi um dos seis profissionais escolhidos pelo coletivo Publicitários Negros. Segundo a presidente do conselho do coletivo, Janaina Martins, o critério não foi prêmio nem cargo, mas trajetória, consistência e potencial de amplificação (Alma Preta). A frase que Jean usou para resumir a conquista: “A criatividade não tem CEP”.
Por que a maioria dos criadores tem audiência, mas não tem comunidade?
O erro mais comum é achar que comunidade é um lugar. Abre-se um grupo de WhatsApp, um canal no Telegram ou uma área de membros, e espera-se que o engajamento aconteça sozinho. Não acontece.
Jean faz uma distinção que todo criador deveria ter clara. A audiência acompanha o seu conteúdo, mas não tem compromisso com você. A comunidade é formada por pessoas que se identificam com os seus valores, trocam entre si e se reconhecem naquele espaço. Dá para ter uma audiência engajada e nenhuma comunidade.
A diferença está na forma de conversar. Jean usa uma imagem simples: existe a conversa de palco, em que um fala e o resto assiste, e a conversa de mesa de bar, em que todo mundo troca. A maioria tenta construir comunidade do palco.
“Quem não pertence não participa. Quem não pertence não compra. Quem não pertence não engaja.”
Jean Oliveira
Pertencimento vem de identificação. E identificação vem de escuta: só cria um espaço onde as pessoas se reconhecem quem prestou atenção em quem elas são.
Como criar um clube de assinatura que engaja: 5 passos do Clubinhu
1. Comece por uma dor de pertencimento, não por um produto
O Clubinhu não nasceu de uma ideia de produto. Nasceu de uma dor que Jean ouvia repetidamente: o social media trabalha sozinho. Antes de definir preço ou formato, ele definiu para quem era o espaço e por que essas pessoas precisavam dele. Jean descreve o próprio processo como escutar, responder e capturar a atenção: escutar a audiência, responder com conteúdo e, só então, convidar para algo maior.
2. Crie uma entrega recorrente que dê motivo para voltar
Uma assinatura precisa justificar a renovação todo mês. No Clubinhu, essa justificativa são os cursos mensais, produzidos pelo Jean e por professores parceiros. Trazer parceiros resolve dois problemas: diversifica o conteúdo e tira do criador o peso de produzir tudo sozinho.
3. Gamifique com prêmio real e ranking alcançável
O Clubinhu é uma das comunidades que mais usam os desafios de gamificação do Klubs. O destaque é o “foguinho”, um selo que aparece depois de cinco dias seguidos somando pontos e que zera se o membro falhar um dia. Há membros com mais de 30 dias consecutivos. Jean soma a isso um prêmio mensal, anunciado no happy hour do clube, e um ranking que um membro novo consegue alcançar. Se só os veteranos podem ganhar, quem chega desiste.
4. Venda primeiro para quem já confia em você
A primeira estratégia de venda do Clubinhu foi oferecê-lo aos mentorados de Jean. Segundo ele, cerca de 30% compraram. Quem já passou por um produto seu e teve resultado é o público mais natural para um clube recorrente. E esse primeiro grupo dá vida ao espaço antes de ele abrir para todos.
5. Leve a conversa para vários canais, com um que seja só seu
Jean está no TikTok, no Instagram, no Threads, no podcast Papo de Social e agora no YouTube. Mas ele é claro: ser multicanal não é espalhar o mesmo post. É adaptar a mesma ideia central ao formato de cada canal e continuar a conversa em espaços diferentes. Na live do Klubs, Emiliano Agazzoni complementou com três tipos de canal: os 100% próprios (como o Clubinhu no Klubs), os parcialmente próprios (as redes sociais) e os independentes (eventos e podcasts de terceiros, que levam você a novas audiências).
“Existem lugares confortáveis para pessoas diferentes.”
Jean Oliveira
Jean conta que há membros que interagem muito no Clubinhu e nunca mandaram uma mensagem para ele no Instagram. O canal próprio não substitui as redes: alcança quem as redes não alcançam.
Erros a evitar ao criar um clube de assinatura
- Criar conteúdo que termina em você. Jean chama isso de posicionamento egoísta: o conteúdo que começa e acaba no criador não dá ao membro motivo para ficar. Relevância é resolver um problema real de quem assina.
- Replicar em vez de adaptar. Copiar o mesmo post em todos os canais não é estratégia multicanal. Cada canal tem seu padrão de comportamento e pede um formato próprio.
- Gerar dependência em vez de autonomia. Para Jean, comunidades que não pensam viram reféns do gestor. O papel do líder é guiar o membro até onde ele quer chegar, não fazer tudo por ele.
- Achar que a comunidade anda sozinha em poucos meses. Toda comunidade precisa de liderança constante. Rituais, encontros e acompanhamento são o que mantém o grupo vivo.
- Abrir canais sem consistência. Estar em cinco redes sem regularidade é pior do que estar bem em duas. Comece pelos canais em que você gosta de criar e onde sua audiência compradora está.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre clube de assinatura e comunidade?
Toda comunidade reúne pessoas com identidade e valores em comum. O clube de assinatura acrescenta uma entrega recorrente paga, como cursos mensais, o que dá ao membro um motivo concreto para voltar e renovar.
Quem é Jean Oliveira?
Jean Oliveira é social media e estrategista de conteúdo de São Gonçalo (RJ), fundador da agência Start e criador do Método Start e do Clubinhu. Em 2026 foi um dos seis profissionais selecionados pelo coletivo Publicitários Negros para o Cannes Lions.
Como a gamificação aumenta o engajamento de uma comunidade?
A gamificação cria hábitos. No Clubinhu, o selo de sequência (“foguinho”) recompensa quem participa todos os dias, e o prêmio mensal dá um objetivo claro. O ranking precisa ser alcançável para membros novos, senão desmotiva.
Preciso ter muitos seguidores para criar um clube de assinatura?
Não. Jean focou em criar vínculo, não em número de seguidores. O melhor ponto de partida é quem já confia em você, como alunos e mentorados: no Clubinhu, cerca de 30% dos mentorados de Jean viraram assinantes.
Qual plataforma usar para um clube de assinatura?
Uma plataforma própria, onde você controla os dados e a experiência, com cursos, grupos, eventos e gamificação no mesmo lugar. O Clubinhu usa o Klubs, plataforma brasileira de comunidades e áreas de membros.
Conclusão: comunidade se constrói na mesa, não no palco
A história do Clubinhu mostra que um clube de assinatura engajado não depende de viralizar. Depende de escutar uma dor real, entregar algo novo todo mês, dar aos membros motivos para voltar todo dia e manter a conversa viva em mais de um lugar.
Jean saiu do Salgueiro, passou pelo bolo de pote e chegou a Cannes. No caminho, construiu um espaço para que outros social medias não precisassem fazer o mesmo trajeto sozinhos.
Audiência te assiste. Comunidade caminha com você.
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